WRC, Citroën: Marca equaciona abandonar se o WRC não se tornar híbrido

Em declarações aos OCS no Salão de Genebra, a ‘patroa’ da Citroën, Linda Jackson revelou que a sua empresa terá de reconsiderar a sua participação no Mundial de Ralis se as atuais regras baseadas em motores de 1.6-litros turbo não evoluírem pelo menos para motorizações híbridas.

A marca que se tornou no Século XXI como a detentora de quase todos os recordes do WRC, regista agora a sua posição quanto às futuras regras do WRC, e ‘exige’ pelo menos carros híbridos para ficar: “A indústria automóvel está a mudar, e não vejo como um construtor pode continuar a suportar uma competição que sem qualquer reflexão relativamente aos que se passa na sociedade. Olhando para 2021 ou 2022, estamos a trabalhar muito duro para cumprir os regulamentos de CO2 nos nossos carros de estrada, garantindo que têm versões eletrificadas” começou por dizer à revista Auto Express.

“Eu sei que há discussões relativamente ao que o WRC se poderá tornar, híbrido, elétrico ou uma mistura, e para nós isso é muito importante. Para mim será difícil considerar algo que não dê atenção ao que se passa um pouco por todo o lado na sociedade. Com o C3, eu posso fazer a ligação do WRC para os carros de estrada. Apesar de não ter uma versão desportiva, consegue-se impacto e consciência, e isso é ótimo. Mas quanto mais se alarga o fosso entre os tipos de carros no WRC e o que existe na nossa gama, com a crescente eletrificação, o WRC passa a ser simplesmente uma ferramenta de marketing e dessa forma estamos a utilizar algo que não é necessariamente correto para a nossa marca” disse Linda Jackson.

Recordamos de que a FIA está atualmente a estudar a mudança para carros ‘eletrificados’ (não necessariamente elétricos, mas híbridos) quando as regras existentes expirarem no final de 2021. A menos de dois anos do fim dessas regras, a urgência é cada vez maior.

Share on Google Plus

MaisRalis

Envie suas noticias para maisralis.madeira@gmail.com

0 comentários:

Postar um comentário